Covid-19 na Holanda: Início dos testes em massa e grande diminuição no número de casos fatais por dia

Covid-19 na Holanda: Início dos testes em massa e grande diminuição no número de casos fatais por dia

Conforme reportado na última sexta-feira (29), a Holanda passou a testar a população geral para o Covid-19 a partir do dia 1º de junho, aumentando a capacidade diária de testes em seus postos de saúde (GGD) para cerca de 30 mil, todos oferecidos de forma gratuita a qualquer pessoa que apresente sintomas da doença mediante marcação através de uma linha especial criada para esta finalidade: 0800-1202 (disponível das 08:00 às 20:00, chamada gratuita). 

De acordo com a organização responsável pelos GGD ao redor do país, a linha recebeu cerca de 27 mil chamadas por hora em seu primeiro dia de funcionamento. Apenas cerca de 2% das aproximadamente 323 mil ligações que os GGDs receberam na segunda-feira (1) resultaram em marcações: 1.100 puderam ser imediatamente testados e foram realizados 4.400 agendamentos para outra data.

Os testes disponibilizados nos GGDs são do tipo RT-PCR, permitindo que os resultados fiquem prontos em até 48h. Em entrevista ao canal NOS, o diretor da organização responsável pelos GGD, Sjaak de Gouw, enfatizou que “este teste mostra apenas se você está infectado no momento, e não se você já teve o vírus”.

O covid-19 na Holanda

Segundo os dados publicados diariamente pela agência holandesa de saúde pública, RIVM, o combate à doença nos Países Baixos tem apresentado sinais de sucesso. Isso pode ser observado através das últimas três atualizações publicadas pelo órgão, referentes ao período entre o último sábado (30) e a última segunda-feira (1), que mostram que o país tem registrado menos de 10 novas fatalidades e novos pacientes por dia.

As autoridades de saúde, no entanto, tem demonstrado preocupações em relação aos protestos que tem sido organizados em algumas cidades holandesas durante os últimos dias em solidariedade às demonstrações nos Estados Unidos em decorrência da morte de George Floyd por um policial em Minneapolis no último dia 25. Na última segunda-feira (1), cerca de 5.000 manifestantes se juntaram na Dam Square em Amsterdã, gerando uma polêmica que acarretou em críticas à prefeita da cidade, Femke Halsema, por conta da aglomeração.

Segundo o diretor da rede holandesa de tratamento intensivo, Ernst Kuipers, em entrevista dada ao canal NOS, profissionais de saúde ao redor do país que acompanharam os protestos ficaram “horrificados”, uma vez que “a probabilidade de que houvesse pessoas com coronavírus é muito grande, e a probabilidade de que elas tenham transmitido o vírus também é grande”.  Hoje, o país deverá ter seu quarto protesto, desta vez em Roterdã, previsto para ser realizado na ponte Erasmus.

Texto: Lucas Sobral

Foto: Pexels

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